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A palavra de ordem é diversificar a carteira e inovar


No 9º Simpósio Paranaense de Seguros os líderes do mercado tiveram oportunidade de conversar com os corretores de seguros sobre o tema central do evento "Inovar, participar e colaborar"


No 9º Simpósio Paranaense de Seguros os líderes do mercado tiveram oportunidade de conversar com os corretores de seguros sobre o tema central do evento “Inovar, participar e colaborar”. Acompanhe os principais trechos:


Murilo Riedel, CEO da HDI Seguros afirmou que apesar da sua seguradora ter uma grande concentração no seguro de automóvel, ela já começa a enxergar não mais o casco do veículo, mas a mobilidade de um ponto a outro. “A frota de veículos novos está caindo, ficando bem abaixo da expectativa inicial para 2019, de quatro milhões de unidades. Não devemos passar de 2,3 milhões. Por isso, é preciso enxergar novas forma de seguro e novas formas de prestar serviços ao consumidor”.


O diretor superintendente comercial da Bradesco Seguros, Leonardo Freitas, destacou que é preciso identificar quais são as alavancas de consumo de seguros. “Vemos uma mudança do conceito de risco e uma mudança para o serviço. A mudança do comportamento do consumidor nos leva a olhar para os millenials. É uma turma com comportamento diferente, que consegue resolver uma dúvida com um clique. O consumidor já chega ao corretor com conhecimento. Ele é experimental, é conectado e busca conteúdo relevante e sem compromisso. O maior desafio do corretor é prestar atenção no cliente. O foco deve ser na necessidade e no momento do cliente”.


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Leandro Poretti, diretor geral Brasil, ressaltou que sua empresa investe na utilização dos dados e no compartilhando das informações com o corretor e com o segurado. “No seguro rural, por exemplo, isso funciona para que o segurado possa gerenciar sua produtividade, para ter redução de taxas e para que a precificação do seguro seja mais justa. No seguro viagem, utilizamos informações para estabelecer o cross selling, com a intenção de colocar mais produtos ao cliente, agregando valor, como com o seguro pet. Temos que ir na mesma linha que o segurado na solução dos seus problemas”.


Ricardo Iglesias, presidente da Centauro-ON , disse que todos os setores pensam em lançar novos produtos. “No seguro de vida, 75% dos consumidores olham mais a questão financeira do que a proteção. É um dinheiro que protege a família, mas que também oferece vantagem fiscal ou com a instituição administradora.


Luis Eduardo Assis, presidente da Fator Seguradora, afirmou que estamos vivendo uma grande revolução tecnológica, mas o que vem pela frente ainda é incerto. Algumas corretoras de valores tiraram valor da inovação e aprenderam que a desintermediação é inexorável. “Temos que abraçar a tecnologia e fazer dela uma aliada. Existe ainda uma enorme dependência do contato físico. Mas é inevitável que o cliente final comece a fazer sozinho o que antes dependia do corretor. Temos que investir em produtos que necessitam de uma catequese”.


Fernando Grossi, diretor comercial da Sompo, reforçou que é preciso saber aproveitar as oportunidades que surgem. “O Paraná tem 40% dos corretores da Região Sul. Eu entendo que é preciso entender a necessidade do consumidor, como ele quer comprar e o que ele deseja. Quanto mais produtos o corretor conseguir oferecer ao cliente, mais fiel este será. A tecnologia vem como meio de melhorar esta relação”.


Rivaldo Leite, diretor executivo de Produção da Porto Seguro, lembrou que não se vê uma empresa em pé sem rentabilidade. A frota de veículos brasileira vai cair e o corretor de seguros deverá ofertar outras coisas. “O potencial para outros produtos é grande: financiamento, vida, consórcio. Não dá mais para o mercado se manter apenas com o seguro de automóvel. O lucro da Porto Seguro aumenta porque mais de 50% dele vem de outras carteiras além do automóvel. É preciso se profissionalizar e treinar mais, aumentando o nível de conhecimento. O tesouro principal é a sua credibilidade perante o cliente. Isso vai permanecer por vários anos, mas é preciso ampliar a carteira de produtos para o segurado”.


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Robert Bittar, presidente da Escola Nacional de Seguros, declarou “há um erro de origem na interpretação do que somos. O corretor de seguros compra cobertura em atendimento à demanda do cliente. Até que ponto estamos fazendo o cliente valorizar nosso assessoramento? Há outras fontes de informações, mas oferecemos orientação. Temos que diversificar”.


João Gilberto Possiede, presidente do Sindicato das Seguradoras do Paraná e Mato Grosso do Sul, assumiu que os avanços tecnológicos o deixam meio abalado, principalmente quando vai à companhia trabalhar. “É maravilhoso o que vivemos aqui, o mercado cresceu, mas ainda precisamos aperfeiçoar mais, porque o mercado ainda está longe de ter o faturamento que poderia ter”.


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