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Revolução na educação é essencial para criação de nova matriz de desenvolvimento

 

Para o acadêmico, tal modelo é semelhante ao dos anos 1950, pois privilegia o alto investimento na industrialização e ignora outras necessidades do País. “A inflação vem sendo considerada um mal menor diante da perspectiva de progresso e o grande crescimento que alcançamos antes da crise, embora inconsistente, acabou nos anestesiando”.

 

Sistema político sério e robusto

 

O palestrante também defendeu uma ampla reforma do sistema político nacional, a qual chamou de “mãe de todas as guerras”. “Precisamos enrobustecer a estrutura política nacional para que seja possível empreender um modelo de crescimento mais sustentável, que valorize a educação”, preconizou.

 

A reforma política defendida por Lamounier prevê a redução do número de partidos, o fim das coligações com interesses eleitorais e a adoção do voto distrital puro, como acontece nos Estados Unidos. “Temos que criar um sistema mais sério, robusto, e com políticos que tenham habilidade para solucionar conflitos. Como exemplo, podemos citar a África do Sul, que esteve à beira de uma guerra civil na década de 1990, evitada pelo diálogo e habilidade dos seus políticos”, lembrou o acadêmico, referindo-se à época em que o país africano ainda vivia o período do Apartheid.

 

O evento foi prestigiado por cerca de 100 pessoas, em sua maioria lideranças do setor, jornalistas e dirigentes da Escola, que se mostraram muito interessados, fazendo diversas perguntas ao final. Na abertura do encontro, o diretor executivo da Instituição, Renato Campos, além de recepcionar os convidados e apresentar o palestrante, falou sobre as novas instalações. “Proporcionar ao mercado paulista uma estrutura educacional desse porte era um desejo antigo da nossa Escola, acalentado desde 2005, quando eu e o presidente Robert Bittar iniciamos nossos mandatos. Finalmente pudemos concretizar esse sonho”, comemorou Renato.

 

“Lideranças das lideranças”

 

Para o presidente da Escola, Robert Bittar, o novo espaço é mais democrático e sediará debates e discussões que ajudarão a indústria de seguros a se desenvolver ainda mais. “A Escola é um centro de convergência das inteligências e de irradiação de conhecimentos, necessários para que o mercado atinja patamares cada vez mais altos de crescimento”, afirmou.

 

Bittar fez dois agradecimentos especiais, ao presidente da Fenacor, Armando Vergilio dos Santos Júnior, e ao ex-presidente da CNseg e da Escola Nacional de Seguros, João Elisio Ferraz de Campos, ambos presentes ao evento. “Eles são as lideranças das lideranças, sempre incentivaram e deram apoio incondicional às nossas iniciativas”, enalteceu.

 

Também estiveram presentes líderes de seguradoras, de corretoras de seguros, do sindicato dos corretores de seguros, do sindicato das seguradoras e de entidades locais. Dentre eles, estavam Marco Barros, representante da CNseg, e João Francisco Borges da Costa, presidente da FenSeg. Pela Escola, marcaram presença os diretores Mario Pinto (Ensino Superior) e Claudio Contador (CPES), o assessor da Diretoria Executiva, Lauro Faria, as superintendentes Carla Pieroni (Comunicação e Marketing), Paola Casado (Administrativo-Financeira) e Lucia Quental (TI), além de gerentes e coordenadores das Unidades Rio de Janeiro e São Paulo.

 

A afirmação foi feita pelo cientista político Bolívar Lamounier, PhD pela Universidade da Califórnia e assessor acadêmico do Clube de Madri, durante a palestra “Situação Atual e Perspectivas Políticas do Brasil, 2016-2017”, realizada na noite da última quinta-feira, 14 de julho, na nova Unidade da Escola Nacional de Seguros em São Paulo (SP).

 

Coautor do livro “Os Partidos e as Eleições no Brasil”, escrito juntamente com o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, Lamounier alertou que o modelo “chinês” de desenvolvimento adotado pelo País nas últimas décadas, que visa o crescimento acelerado a qualquer preço, vem prejudicando a qualidade do ensino nacional. “Se continuarmos aplicando esse modelo vamos aumentar o nosso problema e aprofundar o apartheid educacional. Essa matriz de desenvolvimento é perversa e atroz, sustentá-la é um crime”, advertiu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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